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Diretoria de Serviços Pedagógicos irá realizar teletransmissão sobre avaliação e análise de desempenho acadêmico dos alunos

May 10, 2018 16:50
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Com o objetivo de disseminar boas práticas na avaliação e análise do desempenho acadêmico dos alunos, os professores Luis Claudio Dallier Saldanha (Diretor de Serviços Pedagógicos) e Antonio Luis Draque Penso (Coordenador da Área de Avaliações) farão uma apresentação teletransmitida, no dia 14 de maio, e convidam todos os Gestores Nacionais Acadêmicos (GNA's), Gestores Nacionais de Cursos (GNC's), Gestores de Unidade, Gestores Acadêmicos, Coordenadores Locais de Cursos de Graduação e Docentes para que acompanhem via link.

Temas abordados:

  • Acesso e uso da ferramenta Analytics, disponível a todos os docentes da Estácio;
  • Análise de reprovações;
  • Estímulo à adesão aos programas de reforço acadêmico (AVA, Nova Chance, Prepara e Dependência);


Data: próxima segunda-feira, 14/05/2018, das 15h às 16h (horário de Brasília)


Local: Através do link: viz-wcs.voxeldigital.com.br/?CodTransmissao=666407

Ao longo da teletransmissão haverá um chat para responder perguntas dos participantes.

 

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Fique atento: Alteração de data da AV1 presencial

April 11, 2018 19:15
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Para melhor acomodação do calendário acadêmico, a Diretoria de Ensino decidiu alterar a data da AV1 presencial de veteranos e calouros para a semana entre os dias 2 a 8 de maio, com exceção das Unidades Belém, Pará e Castanhal.

Os calendários acadêmicos atualizados estarão disponíveis a partir de hoje no canal de atendimento, CRM e SIA do aluno e docente.

Cordialmente,
Gestão de Serviços – CSC Serviços Acadêmicos

Avaliação do MEC comprova qualidade dos nossos cursos

November 30, 2017 18:02
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O MEC divulgou oficialmente ontem, dia 27/11, os resultados do ENADE 2016 e temos, novamente, motivos para ter orgulho da nossa qualidade acadêmica. Dos 144 cursos da Estácio avaliados pelo MEC em 2016, 96% apresentaram nota igual ou superior a 3, numa escala que vai de 1 a 5, o que representa um aumento de 15% em relação à última avaliação dos cursos destas áreas, que aconteceu em 2013.

Já entre os 19 cursos com CPC 4, 16 tiveram melhora no conceito em relação ao resultado de 2013, expressando em números o salto de qualidade que viemos experimentando nos últimos anos.

Além disso, 91 dos nossos cursos figuram no ranking dos dez melhores em seus estados, com destaque para a Universidade Estácio de Sá e seus cursos de Farmácia e Nutrição, no Rio de Janeiro, e Tecnologia em Gestão Ambiental e Tecnologia em Gestão Hospitalar, ambos à distância. Outro resultado expressivo é o do curso de Educação Física da FESV, em Vitória, que garantiu o segundo lugar entre os melhores do Espírito Santo.

Todos os cursos da Estácio avaliados pelo MEC têm o Modelo de Ensino do grupo totalmente implementado, o que resultou num salto de qualidade nos resultados das avaliações.

No IGC (Índice Geral de Curso), todas as instituições do Grupo Estácio foram avaliadas com conceitos satisfatórios, ou seja, obtiveram notas iguais ou superiores a três. Entre elas, oito instituições destacaram-se com nota 4: UNESA, Faculdade Estácio de Vitória, Faculdade Estácio de Ourinhos, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, Faculdade Estácio de Vila Velha, Faculdade Estácio do Pará, Faculdade Estácio de João Pessoa e Faculdade Estácio da Paraíba.

Mais uma vez o destaque vai para a Universidade Estácio de Sá, que defendeu o título conquistado no ano passado de melhor Universidade Privada (não confessional) do Rio de Janeiro, com IGC contínuo de 3,1251 referente ao resultado dos ciclos 2013-2016, nos colocando entre as 10 melhores universidades privadas do Brasil.

“Com a divulgação do Enade 2016, a Estácio demonstra o sucesso de seu modelo de ensino, que foi desenvolvido para atender nosso aluno, que é nossa maior prioridade”, afirma Hudson Mello Jr., vice-presidente de Ensino do Grupo Estácio. “A Estácio reafirma seu compromisso de oferecer ensino de qualidade para muitos e sua missão de educar para transformar. E é só assim que o país vai dar o salto educacional de que tanto precisa”.

“Estas são conquistas marcantes que nos enchem de orgulho e comprovam que o modelo de ensino integrado, iniciado em 2010 com a colaboração de mais de sete mil docentes, tem sido implementado com êxito. Por isso, cada número deste resultado é uma conquista de todos nós. O trabalho não para. Mais do que nunca, manter a qualidade é um diferencial competitivo valioso e, para isso, não podemos descuidar e nem abrir mão dos esforços necessários para nos manter nesse patamar: conteúdo, metodologia, avaliação, infraestrutura, corpo docente e tudo mais que nos fazer ser Estácio, um grupo que leva a sério a qualidade acadêmica”, finalizou Robson Melo, Diretor de Regulação e Avaliação MEC.

Enade e CPC são a mesma coisa? Não, não são

October 2, 2017 15:36
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No artigo desta semana, o nosso Chanceler, Professor Ronaldo Mota, disponibiliza a versão completa do texto publicado na semana passada, com o título “Ampla avaliação”. Confira.

Em qualquer área de atividade, indicadores de qualidade são essenciais para uma permanente melhoria dos serviços prestados, bem como para informar aos usuários que os utilizam. Por mais bem elaborados que eles sejam, os retratos que os indicadores fornecem sempre serão limitados e parciais, sendo tentativas de captar elementos complexos e nem sempre objetivos.

Na educação superior brasileira, há a Lei do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior/SINAES, Lei no 10.861/2014, estabelecendo os marcos referenciais de qualidade. Tendo como referência os indicadores de qualidade, sob responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira/INEP, o processo regulatório é implementado por outros órgãos do Ministério da Educação/MEC.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes/ENADE é previsto na Lei do SINAES para mensurar a qualidade dos formandos e ele é aplicado a cada três anos a uma das três grandes áreas  do conhecimento (Saúde, Gestão e Engenharia e Licenciaturas). Os resultados obtidos pretendem ser fotografias das linhas de chegada tentando mensurar, à luz das Diretrizes Curriculares de cada curso, os conhecimentos dos formandos. Além do conceito ENADE de cada curso, cada formando tem acesso à sua avaliação individual, via relatório individual de desempenho, onde ele pode se situar relativamente aos demais formandos de sua turma, bem como comparativamente aos demais formandos de sua carreira no país. Este documento, por lei, é de caráter privativo, mas pode e deve ser amplamente utilizado pelo futuro profissional em todos os contextos em que ele assim o desejar.

Sendo o ENADE uma fotografia na linha de chegada, se ele fosse o único indicador, poderíamos, ingenuamente, concluir que dois formandos com os mesmos resultados tenham tido desempenhos similares. A título de ilustração, se alguém na linha de chegada testemunhar a chegada simultânea de dois atletas, poderia perguntar se ambos saíram do mesmo ponto de partida. A resposta óbvia seria sim. Mas, no caso do ensino superior, a resposta é não. Cada um saiu de um ponto diverso, o qual hoje, grosso modo, pode ser medido razoavelmente pelo Exame Nacional de Desempenho do Ensino Médio/ENEM. Assim, dois atletas chegando juntos, se um saiu de um ponto mais distante, o seu desempenho é superior ao outro que correu menos. Por isso é previsto um outro indicador, o índice que representa o conhecimento agregado pelo curso superior ao aluno (IDD). Neste caso, se o ENADE representa mais adequadamente a qualidade do formando, o IDD diz respeito mais à qualidade do curso em si no seu papel de formar o aluno ao longo da graduação.

Com o tempo, restou evidente que seria aconselhável criar um novo indicador que combinasse esses dois insumos (ENADE e IDD) e incluísse outros igualmente relevantes, tais como a qualificação do corpo docente, incluindo titulação e regime de trabalho, e uma avaliação pelos formandos das condições oferecidas para o desenvolvimento do processo, incluindo organização pedagógica, infraestrutura etc.

Em 2008, com a participação da Secretaria de Ensino Superior/SESu, da qual eu era o secretário, foi desenvolvido no MEC o Conceito Preliminar de Curso (CPC), com a intenção de ajudar a estabelecer um conceito apropriado a cada curso de graduação, incluindo ENADE, IDD e os demais indicadores. Na mesma oportunidade, foi implantado o Índice Geral de Cursos (IGC), previsto para fornecer um conceito para a instituição como um todo, onde os CPCs resultantes das avaliações dos últimos três anos seriam agregados às avaliações dos programas de mestrado e doutorado.

Na semana passada, o INEP, que realiza avaliações qualificadas, liberou separadamente o ENADE  e o IDD e só liberará o CPC em novembro próximo. Assim, temos um hiato onde as especulações podem, eventualmente, levar a conclusões menos embasadas do que elas seriam se ambos, ENADE e CPC, fossem liberados juntos. Por exemplo, conclui-se, somente pelo ENADE, que as universidades federais foram bem melhores do que as instituições do setor privado. Na verdade, o que atesta o ENADE isoladamente é que os formandos das federais obtiveram, em média, notas superiores que os formandos do setor privado. No entanto, visto separadamente, está oculto que os estudantes ingressaram no ensino superior diferentemente, sendo de conhecimento geral que os ingressantes das federais, em média, entram mais bem preparados, fruto de processos seletivos mais concorridos. Quando observados à luz dos CPCs, de fato, as públicas evidenciam, em média, um melhor desempenho, ainda que essas distâncias sejam menores do que as observadas somente pelo ENADE e é visível que as distâncias estão diminuindo.

Sobre IGC, que retrata a qualidade da instituição, interessante observar, a partir dos dados disponíveis de 2015, que de 193 universidades somente 15, todas elas públicas, ostentam o conceito máximo 5, considerado de excelência. Entre as universidades com conceito 4, equivalente a muito bom, temos 18 universidades privadas, sendo que destas somente quatro são com fins lucrativos. A Universidade Estácio de Sá tem o orgulho de ser uma das quatro, especialmente porque fruto de um crescimento sistemático e sustentável.

Enfim, indicadores de qualidade são relevantes, mas há que se tomar extremo cuidado na leitura sobre o que se está efetivamente medindo. Atualmente, temos séries históricas de CPCs e IGCs que permitem aos órgãos do MEC dispor de importantes referências em suas tarefas de regulação e supervisão. Da mesma forma, a sua publicização, na sua forma mais completa, atende ao pressuposto de informar bem ao cidadão sobre elementos de qualidade dos serviços educacionais à disposição no país.

Disciplinas on line têm novos critérios de avaliação

July 21, 2017 12:38
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Os procedimentos de avaliação seguem as normas regimentais que são diferenciadas para as disciplinas ministrados na modalidade presencial e na modalidade a distância. Na disciplina online, o aluno será avaliado por sua participação cooperativa e colaborativaRead More, bem como pelo seu desempenho nas avaliações presenciais (AV e AVS), sendo a cada uma delas atribuído o grau de 0 (zero) a 9 (nove). O docente/tutor responsável pela turma avaliará a participação do aluno nos fóruns de discussão temáticos, aos quais será atribuído grau de 0,0 (zero) a 1,0 (um), tendo por parâmetro as métricas de pertinência e interatividade da intervenção do aluno no fórum.

Com relação à avaliação presencial, os instrumentos para avaliação da aprendizagem serão construídos a partir de itens de teste: questões objetivas e discursivas que compõem o banco de questões da disciplina, classificadas em diferentes níveis de complexidade e diferentes níveis cognitivos.

Para esta disciplina, o discente realiza uma prova (AV), com todo o conteúdo estudado e discutido nas aulas transmitidas via web, conteúdo online, fóruns de discussão e demais atividades e estratégias de ensino.

Será considerado aprovado na disciplina o aluno que obtiver nota igual ou superior a 6,0 (seis). Este resultado será a soma de uma das provas presenciais (AV ou AVS), acrescida da nota de participação nos fóruns temáticos de discussão do conteúdo.

A disciplina conta ainda com uma avaliação facultativa, realizada no ambiente virtual de aprendizagem, denominada AP (avaliação parcial) cuja nota de 0,0 (zero) a 2,0 (dois), poderá ser acrescida do grau final obtido na disciplina, como pontuação adicional, desde que tenha obtido no mínimo o grau 4,0 (quatro) na AV ou AVS.

IGC, por detrás dos números: a Universidade Estácio de Sá

June 30, 2017 10:52
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Em complemento ao texto anterior (“Considerações preliminares”), neste artigo abordo o caso específico da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Trata-se de instituição de ensino superior privada fundada em 1970 no bairro Rio Comprido, na zona central do Rio de Janeiro. Inicia-se com uma Faculdade de Direito e hoje contempla todas as áreas do conhecimento, com mais de duas centenas de milhares de matrículas, em cursos de graduação ou de pós-graduação, ofertados nas modalidades presencial e a distância, e com cinco programas de mestrado ou doutorado com conceitos CAPES 4 ou 5. 

A história da Estácio é repleta de momentos significativos, com destaque para o pioneirismo de seu fundador, Dr. João Uchoa, que soube entender na época as demandas da classe média emergente por ensino superior, atendidas por instituições espalhadas nos moldes multicampi, ocupando os espaços educacionais, até então vazios, entre os locais de trabalho e as residências. Posteriormente à fase de controle familiar da instituição, há um capítulo importante dedicado à reestruturação promovida pelo grupo GP Investimentos, já ancorada em filosofias e procedimentos típicos de empresas de capital aberto. Por fim, merece destaque a sua história mais recente, com início ao final de dezembro de 2015, com a crise do FIES, até o momento em que a Estácio se prepara para processo de fusão ainda em curso.

Se a história da empresa é complexa e difícil de resumir (nem seria eu a pessoa mais indicada para fazê-lo), a biografia acadêmica, medida pelos indicadores acadêmicos Índice Geral de Cursos (IGC) e Conceito Preliminar de Curso (CPC), parece ser mais clara, dado que sistematicamente progressiva e sustentável até os dias atuais. Em 2009, o IGC de 1,99 (IGC discreto 3, limite inferior) colocava a UNESA à beira de um conceito 2, considerado insatisfatório pelo MEC. Em seguida, de 2010 a 2014, a instituição apresenta um crescimento sustentável com IGC contínuos de 2,05, 2,10, 2,46, 2,46 e 2,65, respectivamente. Aquilo que era tendência até 2014 torna-se uma evidência de sucesso em 2015, quando a maioria da base geral de alunos formandos realizou o ENADE, gerando o surpreendente resultado de IGC contínuo de 3,10. Na terminologia da área, pela primeira vez, um conceito 4 “gordo”, refletindo um crescimento de 17%, o que é mais surpreendente se considerado o ciclo tri-anual, implicando em um crescimento real ano contra ano bem maior do que esse, se considerada somente a comparação entre os resultados de 2012 (agora descartados) com 2015.   

Instituições grandes (aquelas com centenas de milhares de matrículas) tendem, mesmo quando boas, para o conceito 3, em média. Além disso, há que se lembrar que na modalidade educação a distância (EaD) todos os polos espalhados pelo país contam como se todos os formandos estivessem no Rio de Janeiro e seus resultados são computados na UNESA. Em suma, uma instituição gigante e com metade de sua base de alunos na modalidade EaD raramente poderia sonhar com conceito 4.

O destaque ainda mais espetacular é que se, por ventura, levássemos em conta somente os formandos na modalidade EaD (especulativo), o resultado teria sido ainda melhor (IGC contínuo de 3,50, portanto, em direção ao conceito máximo 5).  No exercício de simulação citado acima, onde são mantidos todos os demais insumos, são excluídos os formandos presenciais, restando na graduação somente os formandos EaD, resulta que entre mais de 150 instituições credenciadas para EaD, a UNESA ficaria no IGC contínuo em quinto lugar no país. Cumpre observar que as quatro que a superam, nominalmente: FGV/Rio, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, SENAC/SP e Universidade Federal Fluminense, contaram com relativamente poucos alunos matriculados nos respectivos cursos. Todos os quatro citados com menos de vinte vezes o número de alunos da UNESA. Como responsável direto pela área de EaD na Estácio em 2015, insisto, uma vez mais, que o mérito especial da modalidade a distância é a sua capacidade potencial de conjugar qualidade com quantidade.

Há que se considerar também que no último resultado liberado o Índice de Diferença entre os Desempenhos observado e esperado dos formandos (IDD) foi basicamente calculado levando em conta os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) do próprio estudante, permitindo a correta aferição e na devida escala. Ou seja, anteriormente, um cálculo artificial de média era adotado por insuficiência de dados específicos, o que foi recentemente facilitado pelo grande contingente de alunos fazendo o ENEM a partir de 2010 e 2011. A adoção mais rigorosa deste indicador tende a favorecer as instituições, como a UNESA, que trabalham com ingressantes, em média, com maior deficiência de formação anterior e desfavorecer aquelas instituições que tipicamente atraem concluintes do ensino médio com relativamente melhores resultados no ENEM.

Isoladamente nenhum dos argumentos acima explicaria o significativo avanço observado à luz desses indicadores na UNESA. O essencial certamente foi a melhoria real da qualidade da educação ministrada, um trabalho coletivo e de longo prazo que elevou consistentemente cada indicador. Porém, outras medidas adicionais adotadas devem ser consideradas. Assim, no próximo e último artigo da trilogia destaco a relevância de terem sido especialmente considerados alguns aspectos socioemocionais dos formandos atendendo ao exame ENADE a partir de 2015.

Ronaldo Mota é Reitor da Universidade Estácio de Sá

IGC, por detrás dos números: considerações preliminares

June 19, 2017 11:25
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A avaliação do ensino superior no Brasil é estabelecida via o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), Lei no 10.861, de 2004. O pressuposto geral é que o processo regulatório, mais dinâmico e sujeito aos programas específicos de Governo, seja assentado na avaliação, esta sim mais perene e com características de política de Estado. Nem sempre funciona exatamente assim, mas conceitualmente é o que se espera.

Em 2007, há uma década, o Ministério da Educação (MEC), por meio de sua Secretaria de Educação Superior (SESu), da qual eu era o titular na época, propôs, via a Portaria no 40, a criação de indicadores de qualidade. Além dos indicadores que são aferidos in loco, a Portaria trouxe novos indicadores avaliados em um ciclo trianual, que contempla diferentes áreas do conhecimento a cada ano. Entre eles, o IGC (Índice Geral de Cursos), que tenta refletir a qualidade da instituição como um todo, resultante de uma cesta de outros indicadores, tais como o CPC (Conceito Preliminar do Curso), o qual pretende dizer algo, ainda que preliminar, sobre a qualidade de cada um dos cursos analisados.

Por sua vez, um dos ingredientes mais importantes para formar o CPC, e consequentemente o IGC, é o rendimento médio dos formandos de cada curso do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), conforme previsto na Lei do SINAES. Complementarmente, impactam também no IGC o censo anual dos docentes, a avaliação dos próprios formandos sobre a instituição, os indicadores CAPES da pós-graduação e o Índice de Diferença entre os Desempenhos observado e esperado dos formandos (IDD).

Segundo o pensamento vigente no MEC de então, um dos supostos méritos funcionais dos indicadores CPC e IGC seria, a partir deste diagnóstico preliminar, viabilizar o trabalho de supervisão e acompanhamento regulatório a ser desenvolvido. A título de exemplo, um curso que reiteradas vezes tivesse rendimentos insuficientes (CPC 1 ou 2) seria objeto de visita in loco e, se fosse o caso, haveria punições correspondentes, via protocolos de compromisso a serem aplicados. Tais punições variavam desde a suspensão de novos ingressantes no curso até o seu fechamento e, em tese, o mesmo valeria para as instituições (IGC 1 ou 2). Da mesma forma, políticas regulatórias positivas, calcadas em prerrogativas de autonomia (liberdades adicionais para criar turmas, vagas, polos de educação a distância etc.), seriam conferidas àqueles cursos ou instituições com indicadores sistematicamente positivos (CPC ou IGC 4 e 5).

Os resultados da última avaliação disponível, frutos do exame ENADE de 2015 (formandos nas áreas de gestão e humanas) combinado em ciclos de três anos, assim cobrindo todas as demais áreas, mostram que das mais de 2 mil instituições avaliadas somente 375 (menos de um quinto delas, portanto) obtiveram os conceitos IGC 4 ou 5.

Mesmo cientes de que tal avaliação é preliminar e parcial, cabe refletir sobre o que medimos e o que pode ser extraído dos dados.  Se é verdade que toda medida é frágil e momentânea, dado não existirem medidas inteiramente completas, permanentes e justas, é igualmente correto afirmar que toda medida diz algo, ainda que demande análises muito cuidadosas, porque necessariamente limitadas. No caso, talvez haja pelo menos dois contextos extremos que permitem algumas possíveis conclusões razoáveis. Cursos ou instituições que reiteradas vezes permanecem nos blocos superiores muito provavelmente desenvolvem trabalhos acadêmicos de qualidade fazendo jus a prerrogativas de autonomia diferenciadas. Igualmente, grupos que sistematicamente apresentam indicadores negativos, possivelmente, demandam especiais cuidados por parte dos órgãos públicos reguladores do sistema.  Da mesma forma, um curso cujo CPC ou o IGC de uma instituição, quando analisados enquanto séries históricas, que apresentam consistentes evoluções positivas devem refletir empenhos acadêmicos adequados. O mesmo raciocínio vale para uma evolução negativa, evidenciando, eventualmente, um relativo descuido com os insumos que compõem os indicadores adotados.

O drama é que naturalmente a área sombreada (excluído aqui os casos limites acima referidos) é bastante extensa. Assim, quando lidamos com a maioria das instituições, fora daqueles limites extremos citados, é relativamente comum os indicadores evidenciarem claramente seus limites ou resultarem demasiadamente parciais, injustos ou circunstanciais.

Uma década após a Portaria no 40, pelo quarto ano consecutivo, vivencio a experiência de observar sua aplicação na prática. Nos dois próximos artigos, em complemento a este, tratarei em um deles especificamente do caso da Universidade Estácio de Sá e no último da trilogia abordarei aspectos específicos socioemocionais dos formandos neste contexto.

Ronaldo Mota é Reitor da Universidade Estácio de Sá

Avaliando o Aprendizado: ótima oportunidade para fazer a gestão da aprendizagem de seus alunos

May 23, 2017 16:44
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Prezado (a) Professor (a),

 

Você sabia que o Avaliando o Aprendizado é uma ótima oportunidade para fazer a gestão da aprendizagem de seus alunos?

 

Acompanhe, por meio dos relatórios do Avaliando a Aprendizado, a adesão de seus alunos, os resultados obtidos nos simulados e, ainda,

Assim, você poderá identificar os pontos fracos e as necessidades de reforço, inclusive resolvendo em aula as questões com menor índice de acerto.

Acesse os relatórios do Avaliando o Aprendizado para acompanhar o desempenho de seus alunos. Siga os seguintes passos:

  1. Acesse a página http://simulado.estacio.br/docentes/;
  2. Faça o login com a matrícula e a senha utilizadas;
  3. Após a página carregar com seus dados, clique em Minhas Turmas;
  4. Selecione em Período Acadêmico a opção 2017.1;
  5. Selecione, em Relatório, a opção AVALIANDO O APRENDIZADO;
  6. Após a página carregar, visualize os dados: quantidade de alunos, adesão, total de simulados da turma, quantidade de simulados e relatório detalhado;
  7. Para informações de cada aluno, clique em Relatório Detalhado;
  8. Após a página carregar os percentuais de acerto de cada aluno que realizou os simulados, você também pode visualizar as questões respondidas pelo aluno clicando nos números que indicam o percentual de acerto em cada simulado realizado.
  9. Também é possível visualizar o Desempenho Médio das Questões, basta clicar em Desempenho médio das questões utilizadas nesses simulados.


Acompanhe seus alunos neste projeto e continue contribuindo para a solidificação de uma cultura de avaliação. Outras informações consulte o site do projeto: http://avaliando.savaestacio.com.br/

 

Diretoria de Serviços Pedagógicos VP de Ensino

Avaliando o Aprendizado do Presencial de 2017.1 começa na próxima semana

March 21, 2017 12:02
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O primeiro ciclo do Avaliando o Aprendizado do Presencial de 2017.1 começa em 27 de março e se estende até 03 de junho, dando oportunidade aos alunos de estudar e se preparar para as avaliações por meio da realização de simulados.

O Avaliando o Aprendizado do Presencial é oferecido on-line e deve ser acessado pelo aluno, com login e senha do SIA, por meio do link http://simulado.estacio.br/alunos/ a qualquer hora, de qualquer computador. São cinco (5) questões a cada ciclo, geradas aleatoriamente, a partir dos conteúdos das aulas já ministradas, valendo um décimo (0,1) cada acerto. O somatório dos pontos, ao longo do semestre, valerá até dois (2) pontos extras na AV3, cujo valor máximo é de até 10 pontos.

O aluno também obtém outras informações e a lista das disciplinas participantes em nosso hotsite: http://avaliando.savaestacio.com.br/  (disponível a partir de 27/03).

Tanto o professor quanto os gestores e coordenadores podem obter relatórios do Avaliando o Aprendizado com importantes informações sobre adesão, desempenho e outros dados.  Essas informações devem ser usadas como ferramentas de gestão da aprendizagem.  Anexamos os tutoriais tanto para professores quanto gestores. Repasse aos seus professores o tutorial de acesso aos relatórios para que eles acompanhem suas turmas.

Incentive a participação neste projeto e continue contribuindo para a solidificação de uma cultura de avaliação.

Confira as datas:

Aqui você acessa o tutorial para os relatórios do Avaliando o Aprendizado.