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Professor de Português lança obra inédita sobre apelidos de escritores

Professor do curso de Letras, Cláudio Cezar Henriques lança nesta quarta-feira, dia 27, na Livraria da Travessa, às 17h, o Dicionário de Apelidos dos Escritores da Literatura Brasileira.A obra reúne 213 apelidos de 131 escritores da Literatura Brasileira ilustrado por caricaturas, fotos e documentos de boa parte dos escritores citados.

- A idéia de criar um dicionário de apelidos dos escritores surgiu a partir da observação dos usos da língua. Como professor de Português, sempre estou observando este movimento. Certa vez desenvolvi uma pesquisa sobre nomes próprios que se tornaram nomes comuns (gilete, baderna, carrasco, por exemplo, eram nomes de pessoas que viraram substantivos comuns – isso tem o nome técnico de eponímia). Fazendo aquela pesquisa, comecei a prestar mais atenção ao caso contrário (nomes comuns que viravam nomes de pessoas). Nem sempre os apelidos são formados a partir do próprio nome da pessoa, como Zico (sufixo do apelido Arturzico), Toninho (diminutivo de Antônio), Vivi (reduplicação da primeira sílaba de Viviane). Muitos dos apelidos são de fato caracterizadores da pessoa a quem nomeiam. Muitas vezes, nem sabemos o nome verdadeiro de alguém, mas apenas seu apelido. Qual o nome de Pelé, Chacal, Sarney, Pagu? Também é muito comum encontrarmos a identificação de alguém, mais pelo seu apelido do que pelo seu nome completo. "Ganso" já é o termo mais usado para o jogador que começou a carreira sendo chamado de Paulo Henrique. Quando se fala "Bruxo do Cosme Velho", certamente ninguém precisa explicar que é o apelido de Machado de Assis. O mesmo se pode dizer para Boca do Inferno ou Poeta dos Escravos, completa Cláudio Cezar.