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Alunos de Jornalismo e PP desenvolvem trabalhos sobre a diversidade cultural

 

funk
Imagem utilizada como plano de fundo do blog Movimento Funk.

 

Com roupas típicas, uma mesa com tabule, pão sírio, tâmaras, damascos e uvas, além de fotos e material impresso sobre a comunidade muçulmana, alunos de Publicidade e Propaganda produziram trabalho com o tema “A Cultura do Outro”. O projeto foi desenvolvido na disciplina de Fundamentos das Ciências Sociais e orientado pela professora Tâmara Lis. O objetivo foi proporcionar aos estudantes uma visão da realidade de diferentes culturas. Os participantes foram Ana Carolina Fonseca, Anelyse Calzavara, Yasmim Santos, Fabiana de Paula, Adriano Chediak, Thaís Magalhães, Adriana Galvão e Gabriel Coelho da Silva.

 

Segundo Tamara, a ideia foi dividir a turma em grupos para que pudessem conhecer costumes e crenças de outros povos. “Desenvolver trabalhos como este é muito importante ao longo de todo o curso. Só acredito no aprendizado pelo prazer. Certamente a melhor maneira de fazer alguém realizar uma ação é conseguir que esta pessoa queira fazer isto. Então é fundamental que o aluno queira aprender. Se sinta confortável e feliz em sala de aula.”

 

Para a professora, a apresentação do trabalho foi muito interessante. A turma assumiu a responsabilidade pela produção: “Eles se valorizaram. Aproveitaram a oportunidade para montar um bom “cartão de visitas”. Fico feliz que o primeiro período tenha aproveitado bem a chance de causar uma boa primeira impressão.”

 

A estudante Ana Carolina Fonseca contou que todos os envolvidos pesquisaram e se interaram mais sobre mulçumanos. A aluna destacou a importância do relativismo e o respeito para com as outras culturas:  “Não é à toa que escolhi Publicidade e Propaganda. Desde o primeiro período as atividades devem ser dinâmicas para exercitarmos e conhecermos sobre vários assuntos. Esse seminário serviu para a turma se esforçar em pesquisar e, se caso houvesse algum preconceito, foi bom aprender a conviver, pelo menos naquele momento, com os hábitos do outro.”

 

Documentário “Prostituição”

Fazer juízo de valores e entender culturas diversificadas sempre foi tarefa difícil. Entretanto, para formar uma melhor consciência e tornar o meio acadêmico mais interessante, a forma encontrada pela professora Tâmara Lis – da disciplina de Fundamentos das Ciências Sociais – para se trabalhar essas questões foi o incentivo à pesquisa de campo.

 

Dentre os diversos temas sociais desenvolvidos pelos estudantes para a disciplina está o trabalho “Prostituição”, dos alunos do 1º período de Publicidade e Propaganda e Jornalismo Djean Coelho, Eduardo Cabido, Frederico Guarize, João Paulo, Mariana Pereira, Nahin Almeida e Thalita Elaine, que objetivou relatar a realidade vivida por pessoas que se prostituem nas ruas de Juiz de Fora.

 

Segundo Tâmara, a intenção era promover conhecimento sobre uma cultura da qual os alunos não fizessem parte, para que pudessem entender a disciplina e perceber que tudo tem uma aplicação na vida, além de introduzi-los e prepará-los para outras disciplinas.

 

Para o aluno Djean Coelho, o trabalho de campo representou uma experiência nova, “espantosa” pela diferente forma de vida e de realidade, mas de grande importância para fomentar as expectativas para com o curso e para o próprio aprendizado ao poder se colocar no lugar do outro, e “olhar com o olhar do outro”.

 

O trabalho foi apresentado em forma de documentário e, segundo Djean, a proposta foi abordar o tema a partir de um determinado grupo, nesse caso prostitutas (os), sem colocá-lo em situações de constrangimento e buscando uma boa qualidade no tabalho.

 

Blog Movimento Funk

Os alunos Eduardo Mezzonato, Eduardo de Paula, Lorena Correa, Ana Luíza Tavares, Priscila Oliveira, Philippi Pereira, Jaderson Bonfim, Jean Pierre Anastácio e Pablo Almeida fizeram o blog Movimento Funk (www.funkmovimento.blogspot.com ) sobre vários assuntos relacionados a esse estilo musical. Mezzonato, além do blog, fez também um jornal e gravou um CD – com clássicos do funk – para ser sorteado entre os alunos da turma.

 

Segundo ele, o trabalho de pesquisa foi realizado pela internet através de sites de revistas e jornais, de redes sociais e fóruns e consultas a monografias online. Os alunos não participaram de um baile funk na cidade porque não houve nenhum durante o período da pesquisa.

 

Após a realização do trabalho, o aluno percebeu que o funk mudou ao longo dos anos. “Antes era uma música de protesto, de revolta, um grito de liberdade. Porém, algumas letras atuais fazem apologia ao sexo e muitas, de uma forma grotesca”. Entretanto, ele considera que ainda existem músicas boas e que não se pode generalizar.

 

“Eu e alguns alunos do grupo tínhamos preconceito sobre o funk, mas após essa pesquisa percebemos que o funk pode ser legal. Ou seja, [o trabalho] ajudou a expandir nossos horizontes e o modo de pensar sobre outras culturas.”

 

Agência Experimental de Jornalismo
Jornalista responsável: Profª. Izaura Rocha
Texto: Janslúcia Renk – 8º período de Jornalismo,
Simone Silva e Carolina Bedin – 5º período de Jornalismo

 

 

 

  

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