Oficina mostra o outro lado do Jornalismo de Guerra

O jornalista da TVIntegração Luciano Teixeira, profissional reconhecido na região, ministrou a oficina “Jornalismo de Guerra” durante a IX Semana da Comunicação da Faculdade Estácio de Sá Juiz de Fora (FESJF).A oficina foi importante para quem quer seguir na área, uma vez que o jornalista falou sobre as histórias dos conflitos de guerra.

Segundo Luciano, a atuação dos jornalistas em coberturas de guerra ocorrepor questões pacificadoras, humanitárias e para evitar as violações dos direitos humanos. “O jornalismo em áreas de conflitos deveservir para conscientizar as populações de que as guerras não fazem sentido algum ao bem-estar das pessoas”, disse o jornalista.

O palestrante  exibiu vídeos para os alunos,mostrando o “making of da guerra”,  ou seja, a visão  do repórter da área,que por muitas vezes é visto pelos guerrilheiros como um “inimigo amigo”,pois tanto pode ajudar na pacificação,quanto pode passar informações valiosas para o inimigo. “Em áreas de conflitos o jornalista precisa escolher bem qual o melhor foco das notícias, para não transformar um conflito em um grande espetáculo. A prioridade é entender as reais causas e explicar aos espectadores o motivo por que acontece tal conflito e não apenas maquiar as situações. As análises superficiais dos fatos podem ao mesmo tempo prejudicar uma determinada parte do conflito ou influenciar  positivamentea outra”, comentou Luciano.

 

Segundo Luciano, pesquisas mostram que 60 jornalistas  morrem por ano no front de guerra. A maioria dos correspondentes busca relatar a história com o objetivo de poder,  de alguma forma, mudar aquela situação. “Ser jornalista de guerrarequer sabedoria esobretudo humanidade”, ressaltou o jornalista.

 

Em entrevista à Agência Experimental de Jornalismo,o aluno Lucas Portilho, 1º período de Jornalismo, comentou sobre a oficina ministrada por Luciano. “Me surpreendi com a oficina. Luciano mostrou para nós, alunos, o  outro lado do jornalismo de guerra, que é muito mais árduo do que pensamos,porém nos motivou ressaltando a importância do jornalisda na intermediações das guerras.”

 

 

 

Agência Experimental de Jornalismo

Jornalista responsável: profª Izaura Rocha

Textos: Tatiane Manzotti

Fotos: NUCOM (Núcleo de Comunicação)

  

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