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Sustentabilidade

Por meio de inúmeras ações desenvolvidas por seus alunos e professores, a Universidade Estácio de Sá contribui para o desenvolvimento educacional, econômico e social das comunidades onde atua, preservando a memória, o patrimônio cultural, estimulando a produção artística e defendendo o meio ambiente.

Assistência jurídica gratuita

Consolidado e respeitado em todo estado do Rio de Janeiro, o Núcleo de Prática Jurídica (NPJ)da Universidade Estácio de Sá, em ação desde 1974, se confunde com a história de sucesso da própria instituição. Estágio curricular para os alunos de Direito, o projeto tem a tradição de não ser apenas uma solução para a prática fundamental e obrigatória dos estudantes, uma vez que serve à comunidade sem possibilidades financeiras de ter acesso à Justiça.

A atuação dos alunos é supervisionada por advogados orientadores e o atendimento a pessoas de baixa renda comprovada (no máximo cinco salários mínimos) é gratuito. O processo passa por uma primeira avaliação de cada atendido, feita pelo próprio núcleo, que, em casos de ação judicial, é sempre reavaliada pelo Tribunal de Justiça. Em 2008, quase 145 mil pessoas foram atendidas por mais de 92 mil alunos nos 24 núcleos do estado.

 

Orientação tributária

A história se repete todos os anos. Por volta do final de março, o noticiário começa a falar de um assunto que assusta muita gente: a declaração anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que, na maioria das vezes, aflige boa parte da população, mais pela complexidade do preenchimento do que pela possibilidade de ser mais um imposto a se pagar.

Em meio às dúvidas sobre a declaração, alunos supervisionados por professores do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estácio de Sá auxiliam, orientam e preenchem as declarações de contribuintes, após agendamento, pelo tele-atendimento, e doação de 1kg de alimento não perecível, que é destinado a ONGs ou comunidades carentes.

Antes do atendimento à população, é realizada uma capacitação dos alunos em laboratório, com base em cartilhas desenvolvidas previamente pelos professores. Através de jornais, revistas e folhetos da própria Estácio, é feita a divulgação do serviço, que acontece sempre em sábados pré-determinados, durante a vigência do período estipulado pela Receita Federal para a entrega da declaração.

Um exemplo de eficiência, em 2008, foi dado pelas unidades Millôr Fernandes, Nova América, Nova Iguaçu, Niterói, Penha, Presidente Vargas, R9, Vila Valqueire e West Shopping. Foram concretizadas mais de 2.200 declarações em duas jornadas de dez horas cada, de 9h às 19h, nos dias 12 e 26 de abril de 2008. Nessas ações, foram arrecadados 1.540kg de leite em pó e alimentos não perecíveis, todos entregues à Associação Ressurgir.

 

Informática democrática

Inclusão digital não significa, necessariamente, ter um computador conectado à internet em casa. Por isso, a Universidade Estácio de Sá dá a oportunidade, em seus laboratórios, de muitas pessoas terem seus primeiros contatos com computadores e com a internet.

Na unidade Rebouças, 80 crianças a partir de oito anos de idade e mais 40 adultos foram beneficiados, entre agosto e novembro de 2008, por uma ação desenvolvida por colaboradores do laboratório de informática. A iniciativa teve como objetivo levar conhecimentos básicos de informática à população carente do entorno do campus.

 

Psicologia aplicada

Começar um tratamento psicoterápico nos dias de hoje, com duas consultas por semana pode significar um gasto acima de R$ 500 mensais na rede particular. Levando-se em conta a pouca oferta do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fato de a maioria dos planos de saúde não cobrirem esse tipo de despesa, nada melhor que unir jovens estudantes de psicologia, ávidos por praticar seus conhecimentos e supervisionados por seus professores, a uma clientela que não tem acesso a tratamentos psicológicos.

Esse é o papel do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Universidade Estácio de Sá, que busca, num ambiente de aprendizado, ajudar a cobrir a altíssima demanda de serviços de psicologia, com dez unidades no estado do Rio de Janeiro, levando maior qualidade de vida a pacientes que, sem essa alternativa, não teriam outras opções de tratamento.

Gratuito ou com a cobrança de uma taxa simbólica, não existe divulgação formal do serviço, pois a demanda, via de regra, é sempre maior que a capacidade de atendimento.

Um exemplo do sucesso da iniciativa é que hospitais e postos de saúde do SUS que possuem o serviço, na maioria das vezes sufocados pela quantidade de pacientes e incapacitados de suprir todos os atendimentos, acabam encaminhando diversos casos para a instituição.

Os atendimentos são feitos após agendamento. Inicialmente, é feita uma avaliação prévia de cada caso, para proteger tanto o aluno quanto o próprio paciente. Alguns trabalhos são feitos em grupo, mas a maioria é de consultas individuais.

Apenas discentes a partir do sétimo período podem participar do programa e os professores, todos psicólogos certificados, sempre supervisionam de perto os alunos atendentes. Além disso, as clínicas são obrigadas a ter o registro de seus respectivos Conselhos Regionais de Psicologia.

 

Universidade nas escolas

Ações de responsabilidade social, para se concretizarem, requerem escolas abertas às parcerias, professores receptivos e universitários interessados em deslocar o foco do ambiente acadêmico para outros espaços.

O projeto Classes Abertas aproxima Universidade e Escola Pública, orientando-se pela integração entre ensino, extensão e pesquisa em busca de alternativas para colaborar in loco com o projeto político-pedagógico das escolas. Contribui também para a conscientização dos graduandos sobre a importância de pensarem suas futuras carreiras. Eles dialogam com os alunos, trocam experiências e aplicam seus conhecimentos em um novo desafi o: educação básica, um dos pilares para se garantir cidadania plena.

O projeto Classes Abertas vem sendo desenvolvido desde 2001, por alunos e professores dos cursos de Educação Física, Ciências Biológicas e Pedagogia das unidades Akxe, Barra World e Vargem Pequena, na cidade do Rio de Janeiro, e atingiu, em 2008, o número de 7.500 crianças benefi ciadas ao longo de oito anos de funcionamento, com a participação de 567 alunos universitários voluntários.

 

Conhecendo nossas crianças

O Módulo da Criança e do Adolescente busca integrar a comunidade acadêmica do curso de Direito à rede de proteção aos menores. O projeto surgiu, em 2008, de um convênio entre a Universidade Estácio de Sá e o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro, para a implementação do cadastro eletrônico, criado pelo órgão público, das crianças e adolescentes institucionalizadas no Rio. Segundo um censo realizado em junho do ano passado, quatro mil crianças e adolescentes foram atendidos nos primeiros meses de funcionamento do projeto.

Pela Estácio, participam do projeto todos os coordenadores executivos de pesquisa, de atividades complementares e dos Núcleos de Prática Jurídica das 29 unidades de Direito do estado do Rio de Janeiro, além de, em média, 15 alunos de cada unidade. O objetivo almejado com o cadastramento é tornar as crianças visíveis pelo sistema, de modo a possibilitar medidas que acelerem sua recolocação em ambiente familiar, seja na família consangüínea ou por adoção. Além dos cadastros, o corpo docente e discente da Estácio passou a se envolver diretamente em ações nos abrigos, tais como arrecadação de alimentos e outros materiais necessários.

 

Referência odontológica

Criado em 1999, o Projeto Trauma, estabelecido pelo curso de Odontologia na unidade Barra World, é uma referência no estado do Rio de Janeiro para pacientes com traumatismos dentofaciais. Um bom indicativo disso é que muito da demanda dos atendimentos acontece após encaminhamentos feitos por hospitais da rede pública (Estadual, Municipal e Federal) e consultórios e clínicas particulares, além dos que procuram consultas diretamente, uma vez que o projeto é aberto à comunidade. Só em 2008, foram atendidas 551 pessoas.

Apesar de não receber dinheiro e fornecer o tratamento de forma gratuita, o projeto tem parceria com empresas privadas e trabalha com doações de material odontológico de três fabricantes que enviam amostras de seus produtos, todos com qualidade e aceitação nacional. A equipe é formada por três professores que orientam aproximadamente 30 alunos, do 5º ao 8º períodos, e uma auxiliar de consultório dentário. A clínica funciona duas vezes por semana, no período da tarde.

 

Das oficinas para os palcos

Motivados pela necessidade de aproximação do espaço acadêmico com a comunidade em torno da unidade de Jacarepaguá, alunos e professores da Universidade Estácio de Sá colocaram em prática, em 2003, um novo conceito de eventos sócio-culturais e artísticos. Cinco anos e nove projetos depois, por meio do curso de Dança de Salão e Coreografia, o Tear-te tomou forma com uma grande ambição: criar um núcleo permanente de Dança, Teatro e Performance na unidade Praça XI, com produção contínua e aprofundamento na estética afro-descendente. Esse processo ocorre através de oficinas de criação de dança, dramaturgia, voz, canto e indumentária.

O projeto recebeu o auxílio da FAPERJ e atingiu, gratuitamente, um público de 300 participantes. Seu produto final, um espetáculo com 50 participantes selecionados nas oficinas, tem previsão de 40 apresentações em teatros da comunidade, entre eles o Auditório do Campus, a Casa dos Artistas, além de temporadas no Centro Coreográfico e no Teatro Cacilda Becker.